CPI ouve representantes de faculdade da Região Metropolitana

Em 24/05/2016
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Foto: Jarbas Araújo

Foto: Jarbas Araújo

A CPI das Faculdades Irregulares ouviu nesta terça os diretores da Faculdade de Saúde de Paulista, a Fasup. A Comissão recebeu denúncias de que parte dos alunos que concluíram o curso de bacharelado em optometria em dois mil e catorze não receberam diploma. O optometrista é um profissional que trata da prescrição de lentes de contato e de exercícios oculares. Testemunharam à CPI o diretor geral da Fasup, Darilson Rodrigues Albuquerque; a diretora financeira, Darla Faria; a diretora administrativa, Paula Albuquerque e a coordenadora pedagógica, Klebiane Pereira.

As testemunhas afirmaram que a Fasup manteve até dois mil e catorze um convênio com uma instituição de ensino da Colômbia, a Fundação Universitária da Área Andina. Com o fim do acordo, a Andina passou a impor condições não previstas anteriormente para diplomar os alunos. A alegação seria uma mudança na legislação educacional colombiana. Com a alteração, cerca de cinquenta e cinco estudantes ficaram sem diploma.

Mas os integrantes da CPI observaram uma série de irregularidades nos depoimentos, como explica a relatora da Comissão, deputada Teresa Leitão, do PT. “A faculdade não está autorizada a oferecer esse curso no nível de bacharelado. Ela entrou com um processo junto ao MEC pedindo autorização mas essa autorização ainda está em andamento. O que ela oferecia até dois mil e catorze era este curso em convênio com uma instituição da Colômbia, a Andina, Mas a Colômbia não consta a princípio do acordo fixado para a área educacional no Mercosul com alguns países”.

Os integrantes da CPI solicitaram o envio, ainda nesta semana, de documentos que comprovem a legalidade do curso de bacharelado em optometria e a relação dos alunos concluintes.